Primeira vez por aqui?
Nesse blog, encontrará informações sobre tecnologia, mídia social, comunicação e cultura digital.
Saiba que redes sociais que utilizo, participe da comunidade no orkut e acompanhe as atualizações desse blog através do RSS feeds.feedburner.com/charlesclabs (não sabe o que é isso?) ou via informativo enviado por e-mail (cadastre-se aqui).
Você também pode conferir Comunicação em Rede, ebook gratuito sobre informação na era digital.
Se o cão é o melhor amigo do homem, faça uma nova amizade: adote um animal
Esse é o mote da minha mais nova campanha utilizando o Google Maps. No novo mapa (link curto: tinyurl.com/adocaoanimais), você encontrará locais em todo o país todo que promovem a adoção de animais. Nessa empreitada, contei com a importante colaboração da jornalista Luciana Cadé e do veterinário Geovane Monteiro.
Segundo Monteiro, gatos e cães vira-latas ou SRD (sem raça definida, o termo correto) são os mais comuns de serem encontrados em feiras de adoção. Isso decorre do fato de serem também os tipos de cães que normalmente são abandonados e/ou vivem nas ruas.
A adoção de outros animais tidos como “pet” é mais rara. Além disso, dependendo do tipo de animal -por exemplo psitacídeos (periquitos, calopsitas e papagaios)- cuidados extras são importantes. “Se forem espécies nativas, é necessário que o animal não seja oriundo de comercio ilegal. Tem de possuir comprovante de que foi adquirido de um criador comércial autorizado pelo Ibama”, esclarece Monteiro.
[Mais informações]
Tudo sobre adoções e doações
Os Mandamentos da Posse Responsável de Cães e Gatos
Teste do Proprietário Responsável
[Outro mapa que também criei]
Enchentes no Norte-Nordeste – Saiba onde pode fazer doações (Google Maps)
Imagem via Flickr de J. Star
O Google lançou ontem seu sistema operacional integrado com as nuvens (cloud computing): os programas não estão instalados no computador, mas sim funcionam direto da internet, como a suíte de aplicativos Google Docs.
Como virou praxe, a empresa lançou um vídeo explicativo da ferramenta (acima). O sistema, que será gratuito e terá código aberto (open source), já está disponível para programadores. Seu lançamento para o público ocorrerá no ano que vem.
Atualização:
Veja, abaixo, uma demonstração do Chrome OS [via Blog da Vanessa Nunes]
Falei num post anterior sobre o fato do Facebook ter atingido o equilíbrio financeiro recentemente. Não foi um caminho fácil. A rede social enfrentou problemas diversos com sua plataforma de anúncios contextualizados Beacon.
E como os sites de relacionamento estão monetizando sua atuação?
Bill Gurley analisa o assunto. Entre as táticas mais comuns, aplicativos, anúncios personalizados e moedas e presentes virtuais.
Esses últimos recursos podem estar atrelados a jogos online. São oferecidos alguns produtos gratuitamente, e outros são obtidos mediante pagamento. No Facebook, Farmville (61 milhões de cadastrados) e Mafia Wars (25.8M) são os mais acessados.
Veja também:
O futuro da monetização das mídias sociais – 1
O futuro da monetização das mídias sociais – 2

Na semana passada, a indústria da informação buscou novamente proteger sua atuação. A Declaração de Hamburgo apóia a internet, mas também defende a aprovação de leis para proteção dos direitos de propriedade intelectual. São contra, por exemplo, os agregadores de conteúdo.
O magnata da informação, Rupert Murdoch, quer tirar do Google as notícias de suas publicações.
É um tiro no pé, visto que compartilhar notícias é um dos hábitos mais recorrentes em redes sociais. O Twitter, por exemplo, é utilizado pelos brasileiros para se manterem atualizados. Biz Stone, um dos criadores do Twitter, já havia definido o serviço de mensagens curtas como uma rede de informação. Um estudo da agência de notícias AP também foi pelo mesmo caminho.
Fica difícil cobrar por algo abundante, o que é o caso atual da informação. Por isso, muitos serviços não querem deter o controle da informação, mas sim sua organização. Caso do Google, o trabalho de curadoria feito em blogs e no Twitter etc. Em tempos de economia da atenção, outras características são mais valiosas, como tempo, atenção e reputação dos agentes.
Até porque partilhar é um dos preceitos da internet. Todavia, muitas pessoas compartilham informações online gratuitamente, mas não necessariamente são vistas como canais de comunicação. Uma foto no Flickr, um vídeo no YouTube podem ser informações a serem “descobertas”. Se há abundância de dados, um trabalho de curadoria, de estipular qual a informação mais relevante, contextualizar esse conhecimento, vira diferencial.
Se a produção de conteúdo é cara, propostas novas, muitas vezes calcadas em projetos coletivos, oferecem novos caminhos. Como no caso do conceito de beatblogging, em que comunicadores atuam em segmentos específicos, e a comunidade lhe dá apoio na produção dessa informação.
Para Bill Gurley, o Google está inaugurando um novo modelo, em que os serviços são ofertados “mais baratos que a gratuidade“.
Mas essa postura é possível porque o Google tem um serviço comercial muito popular, os links patrocinados (por sinal, um monopólio). É daí que vem grande parte do seu faturamento (97%). Dele também vem a verba que financia os demais projetos. É por isso que a empresa procura diversificar suas fontes de renda.
Ademais, quando mais as pessoas usarem seus recursos, mais o Google pode embutir outros produtos, como os links patrocinados. É algo similar ao que ocorre com a TV aberta: a programação é gratuita, que é financiada pelo anúncios.
Além disso, se a TV foi construída em torno de um plano de negócios claro, alicerçada em propaganda, o mesmo não ocorre nas mídias sociais. Aqui, o usuário comum se apropriou primeiramente dessas ferramentas. E as empresas, muitas vezes, tem de traçar inúmeras táticas para também participar (há quem veja uma mudança nesse cenário. E tem até data: em 2010, a web 2.0 será menos social e mais corporativa)
Ademais, muitos sites não geram lucro. Sua existência é possível porque investidores apoiam essas iniciativas. Enquanto esses serviços aumentam sua popularidade, vão buscando formas de capitalizar sua atuação.
O problema da monetização online de conteúdo é que o modelo anterior está se deteriorando muito rapidamente, e não surgiu um novo adequado (nem acredito que haverá apenas um, da mesma forma que hoje existe uma pluralidade de modelos). Por isso, há um anseio por respostas milagrosas e rápidas. Ademais, a indústria da informação é encarada com ceticismo sobre seu futuro. Warren Buffett, um dos grandes investidores do mundo, já disse que não comprará ações de empresas jornalísticas.
Uma das táticas mais empregadas é o modelo freemium. Acredito que pode ser adequada para um determinado público, que busca apronfudamento da informação. São pessoas cuja atuação dependem dos desdobramentos de certos acontecimentos, de projeções que antevêem cenários. Como empresários que precisam de análises sobre a economia. Tenho dúvidas se todas as pessoas buscam isso. Na verdade, muitos se interessam por nichos, e nesse caso há informação de qualidade gratuita. Além disso, se consome muito conteúdo online, é fato. Todavia, muitas vezes trata-se de uma informação “crua”, o dado não lapidado em forma de notícia, com lead, pluralidade de pontos de vista etc.
Ademais, na internet, uma empresa de comunicação específica não compete apenas no seu setor, mas sim como toda a indústria da informação, que divulga conteúdo online. Exemplo: um emissora de TV aberta tem poucos canais competindo pela atenção do público através do aparelho televisivo. Na internet, a competição é total.
Ademais, o site de um jornal impresso, por exemplo, não divulga apenas conteúdo em texto, mas também produz vídeos, programas de áudio etc. Ou seja, a competição ocorre através da hipermídia. Citei apenas a indústria da informação, os meios tradicionais. Há também as informações produzidas e distribuídas via mídias sociais. Então, como cobrar por algo tão abundante? Difícil haver exclusividade, até porque uma matéria publicada num site de conteúdo fechado pode ser copiada e colada em um site com acesso gratuito.
Estamos passando da push media (quando a notícia chega até você, mesmo sem buscar por ela) para a pull media (quando procuramos notícias específicas).
Também se fala muito em não cobrar pelo produto, mas sim pelo serviço. Algo similar ao que ocorre com as empresas de telefonia móvel: o aparelho sai de graça, ou subsidiado, mas a conta e a carência do serviço, não. Será que esse modelo pode ser replicável por pequenas empresas, ou apenas conglomerados com grande escala? E no caso de profissionais criativos, em que o serviço é também o produto?
Jeff Jarvis, autor do livro O que a Google Faria?, se mostra reticente sobre o futuro de certas profissões. Para ele, na web cortamos intermediários. Por exemplo: posso vender meus produtos em sites de leilão, mas sem pagar muito pelo serviço.
Micropagamentos, freemium… Acredito que o momento é ideal para experimentação, testar novos modelos. Já há empresas online que conseguem obter o equilíbrio financeiro, como o Facebook e o Huffington Post. E não haverá apenas um caminho a trilhar.
De toda forma, há empresas do indústria da informação que ainda estão muito apegadas à estrutura atual. Pior: há empresas que entraram nessa fase de transição com grandes problemas econômicos, o que dificulda ainda mais o processo. São como grandes clubes brasileiros de futebol: possuem grandeza e popularidade, mas escolhas anteriores erradas atrapalham seu futuro.
Veja também
Como os jornais estão ganhando dinheiro on-line
Quem paga a conta na economia digital?
O futuro gratuito de Mister Anderson
Imagem via Flickr de hegtor
Seleção da revista Paste.
25. Food, Inc. (2009)
24. Dig! (2004)
23. Gleaners and I (2000)
22. The Devil and Daniel Johnston (2006)
21. No End In Sight (2007)
20. No Direction Home (2005)
19. Enron: The Smartest Guys in the Room (2005)
18. Anvil: The Story of Anvil (2008)
17. The White Diamond (2004)
16. God Grew Tired of Us (2007)
15. Super Size Me (2004)
14. An Inconvenient Truth (2006) 13. Jesus Camp (2006)
12. Capturing the Friedmans (2003)
11. Born into Brothels (2004)
10. Waltz with Bashir (2008)
9. Murderball (2005)
8. Spellbound (2002)
7. When the Levees Broke: A Requiem in Four Acts (2006)
6. King of Kong: A Fistful of Quarters (2007)
5. Bowling For Columbine (2002)
4. The Fog of War (2003)
3. Grizzly Man (2005)
2. Iraq in Fragments (2007)
1. Man On Wire (2008)
Vi aqui.
Debate sobre mídias sociais, jornalismo digital, o financiamento da informação, a qualidade do conteúdo online, a “morte” das mídias tradicionais etc. Em inglês. Participam do papo: Arianna Huffington, cofundadora do maior coletivo de blogs dos EUA, Huffington Post; Mathias Döpfner, do grupo alemão de mídia Axel Springer AG e a jornalista francesa Christine Ockrent.
O vídeo demonstra duas visões de mundo diferentes: mídias tradicionais e as novas tecnologias procuram caminhos distintos no ciberespaço.
Döpfner vê possibilidades positivas na web, mas também defende a cobrança de conteúdo online. Para ele, jornalismo de qualidade custa caro para ser produzido e muitos comunicadores online “roubam” conteúdo da indústria da informação. “No longo prazo, as pessoas vão aceitar o modelo que funciona há centenas de anos e pagarão pela informação”, prevê.
Sua opinião reflete a mídia tradicional. A indústria da informação defende a aprovação de leis de proteção à propriedade intelectual para assegurar o investimento em jornalismo (Declaração de Hamburgo). Volto ao tema depois.
Ockrent acredita que na internet as opiniões valem mais que fatos.
Já Huffington explica que seu site vive de publicidade. “Não adianta bloquear a informação; a economia do link é mais valiosa”, opina. Ademais, Huffington refuta uma das teses de Döpfner, que defente que os meios de comunicação entregam “informação exclusiva”. Para ela, na internet há abundância de conteúdo. “O futuro é gratuito”, conclui Huffington.
Vídeo obrigatório.
Veja também
Jornalismo cidadão: Huffington Post indica suas normas de publicação para contribuições do leitor
Assista filmes da 33ª Mostra Internacional de Cinema na internet

A 33ª Mostra Internacional de Cinema exibe, até o dia 05 de novembro, em São Paulo, uma maratona de filmes interessantes (a Folha mantém uma página especial sobre o assunto). Para quem não está na capital paulista, uma opção é conferir as obras via internet. Gratuitamente e com legenda.
Para isso, basta visitar a página The Auteurs, se cadastrar e conferir os filmes que vão ser exibidos no dia. Segundo os criadores do site, esse seria “o primeiro festival online do mundo“.
The Auteurs é um belo site para assistir filmes online e conversar com outros cinéficos. Veja outras dicas de páginas para ver filmes na web.
Imagem via Flickr de Roloff
Vídeo demonstrativo do Creately, aplicativo online de diagramação e design que permite realizar trabalhos gráficos de forma colaborativa. O site conta com vários modelos, tais como fluxogramas.

A rede vai ter um impacto grande nas eleições do ano que vem, especialmente por conta das LAN houses. O Brasil possui 2.200 salas de cinema, 2.600 livrarias e… 90 mil LAN houses. A maioria absoluta das cidades brasileiras não tem cinema nem livraria, mas tem LAN house. Elas são não só um lugar de acesso à rede, mas um novo tipo de espaço coletivo.
Ronaldo Lemos, na Folha de São Paulo (acesso exclusivo para assinantes do jornal e do provedor UOL).
A revista Rolling Stone desse mês traz uma matéria sobre o assunto (trecho no site). Segundo o texto, a internet inaugura uma nova era nas campanhas políticas brasileiras.
Perseguir o modelo Obama será a tônica das ações de Marketing Político.
Ben Self, estrategista da campanha do atual presidente norte-americano, deve prestar consultoria para Dilma Rousseff, provável candidata do PT à presidência.
Já a senadora Marina Silva possui uma comunidade de apoio a sua candidatura, plataforma similar à estratégia online de Obama.
Veja também
Linking data, plataformas abertas para o conhecimento
Imagem via Flickr de Theresa Thompson














