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Facebook deve lançar e-mail próprio; Gmail agrega recursos de rede social (Google Buzz)
Se o Facebook planeja lançar seu serviço de e-mail, o Google vai no caminho oposto, adicionando características de rede social ao Gmail. Trata-se do Google Buzz (vídeo acima).
Funciona como um agregador de redes sociais (é compatível com o Flickr e Twitter, por exemplo), ao mesmo tempo que também possui recursos de site de relacionamento. Você pode compartilhar informações e arquivos com os contatos cadastrados na sua conta do Gmail.
Dos rivais, emprestou o conceito de timeline do Facebook (mostra as últimas atualizações das pessoas que acompanha) e a possibilidade de citar os contatos no estilo do serviço de mensagens curtas Twitter (acrescentando @ na frente do login).
O serviço já sai com uma versão para dispositivos móveis. Mais do que apenas um simulacro, traz recursos específicos: o aplicativo para celular adiciona informações de geolocalização. Vídeo abaixo:
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Belo comercial do Google, cada vez mais utilizando a “mídia tradicional” para divulgar seus produtos. O vídeo foi exibido no Super Bowl, a final da liga de Futebol Americano nos Estados Unidos.
O grande evento esportivo norte-americano exibe comerciais exclusivos e criativos. O Meio e Mensagem analisa os melhores e piores vídeos apresentados.
Veja também
Google lança seu primeiro comercial na TV; peça divulga o navegador Chrome
Um olhar cinematográfico para o Super Bowl
Nação digital: como a tecnologia modifica a vida moderna [vídeo]
Patrick Stewart, de X Men e Jornada nas Estrelas: A Nova Geração. O ator explica o motivo de não usar o Twitter (“reduzir a vida em 140 caracteres?”), mas diz apreciar seu iPhone (“faço tudo com ele, é uma extensão da minha mão”) e enviar e-mails (“não gosto de conversar pelo telefone”).
O vídeo faz parte do projeto multimídia digital_nation, da rede de TV norte-americana PBS. A obra explora como a tecnologia modifica cada aspecto da vida moderna.
No canal do projeto no YouTube, você assiste outros depoimentos. É possível compartilhar sua história através de comentários, Twitter e vídeos.
Um documentário também faz parte do projeto. Você pode assistir o filme na web. Em inglês.
O arquivo contém informações técnicas, teóricas e artísticas para a produção audiovisual em dispositivos móveis.
Download gratuito aqui.
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O sistema de tradução do Google é uma mão na roda para textos. E para quem procura conversar, em tempo real, com pessoas que falam outras línguas?
O site Babelwith.me pode lhe auxiliar. O serviço atua como um intérprete online: cria salas de bate papo e faz a tradução ao mesmo tempo em que você digita.
O pequeno mapa-múndi, que fica no canto superior direito, permite selecionar entre mais de 45 línguas! Escolha a opção desejada e inicie a conversa. O sistema cria um link simplificado da sala de chat.
Escrevi uma frase em português e o site verteu para o inglês de forma satisfatória. Fiz o oposto e também obtive bons resultados. Há mais: o site, que é gratuito, é compatível com o Twitter e Facebook.
Atualizações
Você também me encontra no Twitter: @charlescade
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Se na semana passada o grande assunto da internet foi o tablet iPad, essa será tomada por Lost: hoje será exibido nos EUA o primeiro episódio da sexta e última temporada dessa que é uma das séries mais cultuadas da TV. Na verdade, seria mais apropriado dizer que surgiu na TV, visto que o sucesso da série se expandiu por outras mídias.
No Brasil, a nova temporada chega oficialmente no dia nove desse mês, via canal pago AXN. Todavia, logo após o programa ser exibido nos EUA, fãs brasileiros começam o trabalho de criação da legenda do episódio. Pouco tempo depois, é possível encontrar na internet. Na verdade, o episódio já vazou.
Para quem quer acompanhar a trama mas não viu as demais temporadas, o vídeo abaixo resume o que já foi exibido. Os criadores do programa dizem que quem acompanhou a primeira temporada pode assistir à última sem problemas significativos. Todavia, o seriado possui uma narrativa tão costurada que melhor seria assistir os episódios completos. É como um bom livro: o prazer não está em saber o final, mas sim na experiência. Dica de vídeo via Trabalho Sujo.
Lost é dos exemplos de narrativa transmídia, em que um universo narrativo caminha por várias mídias (tv, internet, música, literatura etc.). Um dos grandes nomes que analisam esse fenômeno é Henry Jenkins. Acadêmico de escrita fácil, Jenkins estuda aspectos da cultura pop. Seu livro mais conhecido é Cultura da Convergência. Abaixo, uma apresentação de Jenkins.
Post atualizado às 12h
Música de Trabalho, documentário sobre a cena independente nacional
Antes parceiras, Google e Apple andam se estranhando. Primeiro a Apple lança seu celular, o iPhone. Pouco tempo depois, o Google faz o mesmo. Primeiro com o G1. Nesse ano, com o Nexus One.
O gigante das buscas, que está desenvolvendo um sistema operacional “nas nuvens”, Chrome OS, também poderia entrar no segmento de tablets. As informações são do site TechCrunch.
Ontem surgiu um vídeo conceito (abaixo). A criação seria de Glen Murphy, um funcionário do Google que trabalha no Chrome
.
Também apareceram imagens do protótico de um tablet no Chromium site, página que dá suporte ao desenvolvimento do novo sistema operacional.
Atualmente, o Google está trabalhando com empresas parceiras no desenvolvimento de hardwares que usariam o Chrome OS. O Google Tablet, que você vê no final do post, seria um deles.
Vale lembrar que muitos protótipos, mesmo que estejam em fase de desenvolvimento, não são lançados comercialmente. Muitas empresas, inclusive, lançam vídeos-conceitos de como imaginam o futuro.
De certa forma, o Google já atua no segmento de tablets. O leitor de livros digitais Nook, da rede norte-americana de livrarias Barnes & Noble, utiliza o sistema operacional Android, também desenvolvido pelo Google. E o futuro tablet da Dell também deve utilizar o mesmo sistema.
Volto ao tema “tablet” depois.






Bom vídeo, com muitos dados sobre a participação dos brasileiros no ciberespaço. No Brasil, as redes sociais agregam 55 milhões de usuários. 1 em cada 3 brasileiros acessa a internet. Se o Orkut fosse um estado do Brasil, seria o maior do país.
O trabalho foi realizado pela Agência Click.
Mais:
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#musicmonday – Trilha do filme Amor sem Escalas (Up in the Air)
“A modernidade se define pela viagem, pela decisão de não aceitar que o lugar onde nascemos seja nosso destino -por exemplo, pela vontade de deixar o campo e ir para a cidade.
[...]Este é o custo básico da liberdade e da autonomia que prezamos acima de tudo: a gente renuncia, antes de mais nada, ao calor do lar -aquele lar que nos esperaria ao fim de cada dia, se tivéssemos ficado no campo [...]“
Contardo Calligaris, na sua coluna mais recente na Folha de São Paulo. Sem querer, fez uma crítica do filme Amor Sem Escalas (trailer no final do post), do cineasta Jason Reitman (Juno, Obrigado por Fumar).
Bom filme, apesar de alguns tropeços no roteiro e clichês da trama. Conta a estória de Ryan Bingham (George Clooney), funcionário de uma empresa cuja missão é demitir pessoas. Por isso, viaja mais do que fica em casa, o que ele adora. No caminho, inicia um relacionamento com uma mulher (Vera Farmiga, luminosa) que compartilha de sua filosofia de vida.
É uma comédia romântica acima da média, mas que não esquece dos arquétipos do gênero. Não que seja um Chick flick (obras com um apelo maior para o público feminino): o casal protagonista é cínico, amoral. Vive sem dilemas – pelo menos inicialmente – um estilo de vida que seria censurável por quem persegue o ideal romântico de felicidade.
A personagem mais “correta” – a pupila de Clooney no ramo de “transição de carreira” – é ingênua e, não raro, tem seus conceitos de vida dilapidados pelos mais “experientes”. Mesmo o final, com a tradicional mudança de rumo de personagens, é bastante peculiar. De toda forma, assim como nos demais filmes do direitor, as personagens, mesmo com suas falhas, são carismáticas. E há diálogos certeiros.
Mas esse texto não deveria ser uma crítica do filme. Na verdade, queria destacar a ótima trilha sonora. Há Be Yourself, de Graham Nash; Help Yourself, de Sad Brat Smith (que torna uma cena de casamento, que deveria ser apenas de alegria, num momento agridoce) e a maravilhosa Angel in the Snow, do inesquecível Eliot Smith.
***
#Musicmonday é o hábito de dar dicas musicais, no começo da semana, no Twitter. Vez por outra farei isso também por aqui. Se quiser conferir as canções mais citadas no Twitter, clique aqui. Também solto umas dicas no Blip.fm. As músicas que recomendei nesse post podem ser ouvidas por lá.
“Nas verdadeiras revoluções, as coisas pioram para depois melhorar” [Futuro do jornalismo]
Entrevista com Clay Shirky, autor do livro Here Comes Everybody. Em inglês.
Para ele, não há salvação para a indústria da informação como conhecemos simplesmente porque não se trata de uma transposição desses meios para o ciberespaço.
Segundo Shirky, surgirão diversos modelos de produção da informação. Como sites híbridos, envolvendo profissionais e “amadores” para produzir conteúdo de qualidade. Esses novos processos serão melhores ou piores que os atuais? As duas coisas.
Talvez a maior ressalva que ele faça é que antes desse novo cenário se ajustar, as coisas ficarão “esquisitas”. Para piorar, talvez a estrutura atual acabe antes de uma nova se estabelecer.
“Quando as mudanças são drásticas, você tem de admitir que sua capacidade de fazer prognósticos sobre o futuro é limitada. Nas verdadeiras revoluções as coisas pioram para depois melhorar; do contrário não é uma revolução, mas sim um mero aperfeiçoamento do que já existe”, completa Shirky.
“Entregue-se aos encantos de Apanhador no Campo de Centeio“. Trecho de La Pastie de la Bourgeoisie, da banda Belle & Sebastian. A Folha publicou belo texto sobre os ecos na cultura pop da obra mais famosa de Jerome David Salinger, escritor que faleceu quinta, aos 91 anos de idade.
Pela internet, surgiram várias listas do tipo: 10 canções inspiradas na obra dele (dica via @correa_alex), The Salinger Playlist, galeria de personagens -do cinema, da literatura e TV – baseados no trabalho de Salinger etc.
Recluso, ermitão… Não dava entrevistas, tampouco permitia que tirassem fotos dele. Claro, isso desperta curiosidade. Todavia, o mais importante não é isso, mas sim a qualidade e repercussão de sua obra.
Curioso como muitas vezes consome-se o mito, não sua arte. Na música, bandas são elogiadas pela sua “atitude”, sua relação com a moda… A música vira um mero acessório.
No caso de Salinger, há muito o que apreciar. Não lançou muitos livros: Franny e Zooey; Carpinteiros, Levantem Bem Alto a Cumeeira & Seymour, Uma Apresentação; Nove Estórias… Não lançava novas histórias desde 1965. Para ele, publicar era uma terrível invasão da sua privacidade.
Seu livro mais conhecido é O Apanhador no Campo de Centeio. Lançado em 1951, a estória de Holden Caulfield virou um clássico da literatura.
Para os mais velhos, a personagem poderia ser vista como rebelde. Para os adolescentes, Holden Caulfield transparece os anseios e dúvidas dessa fase. Assim como o rock deu voz aos jovens, criando uma música de e para eles, “Apanhador” teve influencia similar para muitas pessoas.
É uma daquelas obras que não olham de fora determinado universo. Não se trata de uma visão que julga; apenas observa. Caminha nesse ambiente, absorve essa realidade, recriando-a de forma ficcional. O leitor se identifica, se reconhece no texto. Por isso, faz mais sentido ler quando se tem determinada idade. Os dilemas do personagem podem parecer fúteis para um olhar envelhecido.
Reza a lenta que, mesmo sem lançar nada comercialmente, o autor escrevia todos os dias. Quem sabe, com sua morte, essa(s) obra(s) sejam lançadas. Melhor assim. Apesar de toda a repercussão de sua obra, há um bom tempo a personagem mais debatida de Salinger era… o próprio autor.
Veja também
Por que as pessoas amam o livro Apanhador no Campo de Centeio?
Caminhando pela Nova York de Salinger
Vida em quadrinhos
Acima, trailer de Wall Street: Money Never Sleeps, continuação de um dos melhores filmes de Oliver Stone, que novamente comanda os trabalhos. Lembra-se da famosa cena do primeiro filme em que Gordon Gekko afirma que “ganância é uma coisa boa” (vídeo abaixo)? Eram os anos 1980, época dos Yuppies… Wall Street 2 chega aos cinemas norte-americanos no dia 23 de abril.
Falando nisso… E Capitalism: A Love Story, o mais recente documentário de Michael Moore (Fahrenheit 11 de Setembro e Tiros em Columbine), quando será lançado no Brasil? Nos EUA, estreou em outubro do ano passado. Por aqui, até agora nada.
Mind Crime: Percorra labirintos para encontrar informações sobre Inception, o novo filme de Christopher Nolan
Trailer de A Origem (Inception), novo filme de Christopher Nolan (Memento). No elenco, Leonardo DiCaprio, Ellen Page, Joseph Gordon Levitt, Marion Cotillard e Cillian Murphy.
Sobre a obra, que chega aos cinemas brasileiros em seis de agosto, pouco se sabe. Prova disso é o verbete magro na Wikipédia.
A campanha de divulgação traça caminhos que confundem, com informações surgindo aos poucos. Num primeiro momento, podem despertar debates sobre a veracidade do que foi revelado.
Um bom exemplo é o site do filme. Lá você encontra o jogo Mind Crime, cujo desafio é encontrar pistas em labirintos. Como recompensa, mais informações sobre Inception. Novos cartazes do filme teriam aparecido primeiro no jogo. A comunidade de fãs do cineasta está bastante engajada na descoberta de novas pistas sobre a trama.
A tática de utilizar jogos online pode gerar boas criações. Um dos mais conhecidos jogos de realidade alternativa (alternate reality games, ARGs) é Why So Serious?, criado para divulgar Batman – O Cavaleiro das Trevas, também dirigido por Nolan. Falo mais sobre ARGs noutra oportunidade.
Cinema não é apenas entretenimento. Não é apenas arte. Essa forma de expressão, que muitas vezes tenta recriar o real, acaba gerando reações mais do que reais. Todos têm uma opinião sobre determinado filme. É o futebol do mundo das artes. Sai o papo de boteco, entra o papo em cafés ou cinemarks da vida. Por isso, textos de jornalistas/críticos de cinema mexem tanto com os leitores cinéfilos.
Trecho do post de Bruno Yutaka Saito no blog Ilustrada no Cinema.
No texto, Saito comenta o filme Crítico, de Kleber Mendonça Filho (trailer no final do post). O documentário reúne mais de 70 depoimentos de críticos e cineastas (Gus Van Sant, Richard Linklater, Walter Salles etc.).
Certa vez, o francês Jean Douchet definiu a crÌtica como “a arte de amar”. Entretanto, no vídeo, um dos depoimentos ressalta que é mais fácil escrever quando não se gosta do filme.
Aprecio o olhar de alguns críticos; consigo boas dicas de filmes via blogs de cinema. Todavia, uma forma de evitar opiniões enfáticas que apenas destroem obras artísticas é visitar sites que catalogam análises publicadas na internet.
Além de encontrar diversas opiniões sobre um mesmo assunto, essas páginas fazem uma média geral das diversas resenhas. Um dos serviços mais conhecidos é o Metacritic. Há informações sobre filmes, jogos eletrônicos, música etc.
Nick Gentry, artista que pinta disquetes. O objetivo de sua obra é refletir sobre as mudanças que a tecnologia causa na sociedade.
Veja também
Você não é um Gadget
Acima, trailer de We Live in Public, documentário que venceu o festival de Sundance de 2009. O filme conta a história de Josh Harris, um dos grandes nomes da internet na década de 1990. Harris criou a primeira TV online com transmissão ao vivo. Depois, realizou um experimento que consistia na transmissão via web do dia-a-dia de uma casa.
Na direção, Ondi Timoner, a mesma do excelente DIG!, já comentado por aqui. Em ambos os filmes, a diretora acompanhou os personagens de seus filmes por muitos anos.
Perguntas sobre exposição da privacidade online me são feitas recorrentemente. Segundo pesquisa, 80% da mídia social é mimimi.
Andrew Keen, autor do livro O Culto do Amador, afirmou que:
“Cultura do narcisismo é quando usamos esta mídia para celebrarmos nós mesmos. Inventamos essas ferramentas para permitir que qualquer um possa ser um emissor. E, agora, estamos usando essas ferramentas para celebrar nossas supostas habilidades, pontos de vista e opiniões. Isso se tornou um veículo de individualismo radical. Não sou tão puritano a ponto de dizer que nunca deveríamos escrever e pensar sobre nós mesmos. É uma posição muito rigorosa. Já existia a cultura do narcisismo desde a era pós-industrial, antes mesmo da internet. [...] Hoje, temos uma plataforma do narcisismo pós-industrial, estamos obcecados por nós mesmos. Veja, como exemplo, a idéia de que no Twitter nós acreditamos que é importante anunciar o que estamos comendo no almoço, onde estamos indo… O que é interessante e controverso sobre a internet é que estamos cada vez menos sociais, mais e mais individuais. Toda ambição da mídia social está errada. A mídia social deveria tornar as pessoas mais sociais, mas elas estão ficando mais narcisistas. A culpa não é da tecnologia ou da internet, elas não têm mente, não têm cérebro. É uma causa e conseqüência do que somos, de como agimos na sociedade capitalista. Isso é muito preocupante, eu penso.”
Já a psicóloga Rosely Sayão acredita que essa não seria uma característica apenas da internet:
“[...]Todo assunto é conversado na presença de qualquer pessoa e o tom de nossa voz não demonstra que queremos deixar nossos assuntos protegidos de estranhos. Brigas com cônjuges, comentários sobre um amigo, nossos percalços financeiros, tudo é tratado no trabalho, no restaurante, no bar.
Além disso, não há distinção entre vida profissional e pessoal, já que ambas estão sempre se atravessando: fala-se com os filhos no trabalho, trata-se de trabalho no convívio familiar.
[...]Outra evidência de que não sabem nem conseguem proteger sua intimidade de estranhos é quando usam a internet. Confiam rapidamente nas pessoas com quem conversam, publicam experiências muito pessoais na ingênua crença de que apenas quem eles conhecem e querem bem terão acesso, distribuem comentários que deveriam ser feitos a poucos, escrevem seu diário, expõem-se.
Em geral, quando a criança usa a internet, sente-se segura e protegida porque está em sua casa, e isso ajuda a perder a noção de que um pequeno artefato tecnológico a conecta ao mundo todo. Assim, ela constrói a ilusão de que nada do que escreve ou nenhuma imagem que publica será acessada por quem não gosta ou mesmo para ser usada contra ela. Muitas já sofreram experiências dolorosas e pouco aprenderam. É principalmente por isso que as crianças precisam de tutela adulta quando usam a rede.”
Por outro lado…Para a antropóloga Stefana Broadbent, as novas tecnologias são capazes de propiciar relacionamentos profundos.
Jeff Jarvis afirma, no livro O que a Google Faria?, que essa exposição pessoal na internet pode fazer parte da construção da identidade das pessoas, num processo de descobrir do que se gosta, quais pessoas partilham interesses comuns etc.
Já Mark Zuckerberg, criador do Facebook, vai mais longe: para ele, a privacidade deixou de ser uma regra social.
Vale a pena também assistir essa apresentação de Michael Wesch:
Eu buscaria um meio termo entre essas visões. Até porque muitas vezes a tecnologia é neutra, o que difere é seu uso. Acho que a internet possibilita inúmeras interações, expandindo nossas relações sem “respeitar” diferenças geográficas. Mas a falta de cautela muitas vezes descamba para problemas (como o cyberbulling).
Não creio que seja necessário criar máscaras online, nem ser temeroso em excesso, apenas sugiro aplicar as mesmas regras de educação do mundo “off line” também no ciberespaço. Bom senso.
Estudo sobre “ecossistema” das notícias mostra força dos meios tradicionais de comunicação

Um estudo sobre produção de conteúdo nos EUA revelou que 95% das notícias locais com informação original é publicada nos meios tradicionais, principalmente jornais impressos. Todavia, as publicações estariam produzindo menos matérias que anteriormente.
E os novos meios de comunicação? De acordo com o Pew Research Center, que realizou o estudo, a maioria dissemina conteúdo produzido em outros meios.
A web é usada principalmente para divulgar as últimas notícias, tanto na mídia tradicional quanto nos novos meios de comunicação. Muitos desses textos, segundo o estudo, apenas replicam conteúdo enviado por assessorias de comunicação. Ademais, textos de diversas publicações locais apresentariam grande similaridade (83%). Apenas 17% conteriam informação nova.
O estudo dá margem a muitas reflexões, até mesmo sobre a metodologia da pesquisa. Entretanto, antes de partir para mais uma batalha entre nova x velha mídia, o trabalho demonstra uma “fotografia” do momento.
Cada meio de comunicação tem uma linguagem própria, um estilo diferente de noticiar. A vocação das mídias sociais seria apenas divulgar e comentar conteúdo alheio? Existe espaço para muitos modelos de produção/disseminação de informação online. Além disso, vale lembrar que a web 2.0 é uma nova forma de comunicação, que ainda tateia, experimenta formatos.
Há produção de conteúdo original na web 2.0, de forma individual ou coletiva. Todavia, blogs, Twitters e sites locais exercem mais fortemente um papel de curadoria do conteúdo. Uma visão abrangente dos fatos marcantes cabe à indústria de informação. Até porque tem mais equipe para isso. A mídia social seria primordial para reverberar o conteúdo mais relevante, principalmente em nichos específicos.
Não seria algo novo, por sinal. Por vezes, escuto programas de rádio que analisam os fatos do dia baseados no que foi publicado nos jornais impressos. Entretanto, não vejo o mesmo grau de cobrança sobre material original que ocorre nas mídias sociais, muitas vezes acusada de “roubar” conteúdo de outros meios.
Imagem via Flickr de Gabi Offline If Not Online
Veja também
Para saber sobre o futuro da comunicação, não esqueça de visitar o passado
Acompanhe as atualizações de qualquer site via Google Reader, mesmo os que não possuem FEED

O Google Reader lançou um recurso para acompanhar sites que não possuem FEED, mecanismo que indica quando um site foi atualizado.
O serviço está disponível apenas na versão em inglês da ferramenta. Depois de fazer o login no Google Reader, clique em “Add a subscription” e insira o endereço da página que quer acompanhar. Em seguida, clique em “create a feed“.
O serviço promete visitar, periodicamente, a página inserida para vasculhar novas atualizações.
FEED é uma forma simples e produtiva de acompanhar sites. Você não precisa visitar uma página para saber quando ela recebeu novo conteúdo, um agregador de canais RSS – como o Google Reader , um dos meus aplicativos online preferidos – leva essa informação até você. Além disso, pode agrupar em pastas sites que versam sobre o mesmo tema. A Wikipédia traz boas informações sobre o assunto.
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Como controlar seus feeds
Google Reader divulga as fontes de informações das personalidades da internet
Imagem via Flickr de krissime













