Os rumos da música

2008 Março 10

Em setembro, o Metallica planeja lançar seu novo disco. Chris Anderson (autor do clássico “A Cauda Longa”), lançará em breve seu mais novo livro, Free!. Nele, versa sobre o quanto a internet e a digitalização dos conteúdos disseminou a tendência de se oferecer serviços de graça.

Esses dois pontos se chocam. Logo no início da febre do download gratuito de mp3, o Metallica processou o Napster – programa que facilitava a busca por músicas on-line – por considerar que estava sendo “roubado”. Até hoje a banda não fez nenhuma mea culpa sobre o”delito” cometido por quem admirava o trabalho da banda.

Por outro lado… No ano passado, o Radiohead lançou um disco (“In Rainbows”) primeiro na internet. Você pagava o quanto queria. Recentemente, a banda Nine Inch Nails fez o mesmo com “Ghosts I-IV”.

A tendência aponta para isso. Nos EUA, 48% dos adolescentes deixaram de comprar CDs no ano passado. A iTunes, site de mídia digital da Apple, passou a ser segunda “loja” de música nos EUA. Superou as redes norte-americanas Best Buy e Target, ficando atrás apenas do Wal-Mart.

Todavia, apesar do download legal ter aumentado 21% no ano passado, o ilegal ainda prolifera. Em 2007, os downloads legais de música representam 10% das canções compradas nos EUA.

De toda forma, uma coisa parece ser certa: o destino da música será múltiplo, não avendo um único modo de consumi-la. Pagando por ela ou não.

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