Cowbird, uma plataforma colaborativa de storytelling

O objetivo do site é explicar os acontecimentos que moldam o mundo de hoje: terremoto no Japão, Guerra no Iraque… Para isso, precisa de sua ajuda. Você cria um diário da sua vida, no qual publica fotografias. Esse mosaico de imagens ajuda a narrar os grandes eventos da humanidade.

A primeira “saga” do site conta a trajetória do movimento Occupy Wall Street.

No curto prazo, o Cowbird almeja criar uma nova forma de jornalismo participativo, baseada nas vozes individuais de quem participa dos grandes eventos. Com o tempo, quer construir uma biblioteca pública da experiência humana.

Serviços online ampliam os recursos do Instagram; conheça também outras alternativas

O Instagram é um serviço de compartilhamento de fotos no qual é possível aplicar efeitos nas imagens. Quem não usa os sistemas operacionais IOS e Android só tem acesso às fotos postadas por lá quando elas são compartilhadas via mídias sociais (Flickr, Facebook e Twitter). Entretanto, não é possível conferir o perfil de alguém via navegador de internet. Ou seja, não dá para ver outras fotos, quem o usuário segue etc.

Enquanto o serviço não expande sua atuação, alguns recursos suprem essa lacuna e levam a experiência mobile do Instagram para a web. Os mais conhecidos são extragr.am e web.stagram.com. Isso foi possível graças à utilização da API do Instagram.

O gramsby.me é o mais novo deles. Faz o mesmo que os demais: cria uma interface web com seus dados do Instagram. Com isso, você pode acompanhar as últimas atualizações dos seus contatos, conferir as imagens mais populares etc. Tudo via web, sem necessidade dos gadgets da Apple.

É mais um quebra-galho do que um simulacro autêntico: não dá para fazer upload, por exemplo, mas é possível comentar.

Outra mão na roda são os serviços Instaport e Copygram, que permitem fazer becape das fotos postadas no seu perfil do Instagram.

Para quem quer apenas adicionar filtros nas imagens, como o Instagram faz, uma solução é a versão online do Pixlr-o-matic. No Android, também há alternativas, como os aplicativos FxCamera, PicPlz e Vignette. Se possui um celular Nokia que roda o sistema operacional Symbian, o Molo.me pode ser uma opção.

Atualizações
Sem alarde, Instagram chega à web
Novo Instagram 3.0 exibe fotos dos usuários em mapa público
Instagram chega aos 80 milhões de usuários

‪Literatura infantil na era digital‬

No vídeo, ‪Ana Teresa Ralston‬, que atua na direção de Formação de Educadores e Tecnologia de Ensino da Abril Educação.

Vale lembrar que, há muito tempo, os livros infantis buscam novos caminhos para expandir a experiência de leitura. Infelizmente isso escapa, já que hoje há uma tendência em abordar a interação como preceito exclusivo do mundo digital.

(Mesmo os livros didáticos voltados para os pequenos já incentivavam a relação com esse leitor)

De toda forma, é na literatura infantil que a experiência se tornava multimídia: muitas obras traziam recursos de som e imagem, bem como criavam novas formas de apresentação da palavra.

A interação de todas essas técnicas é o desafio. Ontem, hoje e sempre.

‪User Experience Design

Kelley McDonald, especialista em Arquitetura da Informação, discute como envolver os visitantes do site através de uma estrutura eficaz e conteúdo relevante.

Se procura por um direcionamento mais prático, confira esses princípios e meios para melhorar a experiência do usuário.

Bônus

A importância da experiência do usuário final

Apresentação: como designers conectam experiência, intuição e processo em seus projetos

A revolução dos video games

Vídeo da PBS. Faz parte do projeto Off Book. Abaixo, você confere a edição do MOD MTV sobre games independentes.

Recentemente, a Folha perguntou: game é arte?

O curioso é que os critérios que geralmente são usados para esse tipo de avaliação são características de manifestações já existentes. Ou seja, para ser legitimado como arte, é necessário obedecer preceitos antigos, o que limita a ascenção de novas propostas. O que caracteriza o que é único numa arte, vira limitação noutro cenário. O contexto é diferente, as regras são as mesmas.

É o mesmo filme de sempre. O cinema também foi recebido como manifestação menor. Agora, ele serve de critério para julgar de forma preconceituosa a obra televisiva.

História em quadrinhos não basta, não é sério o suficiente. Para alçar voos maiores, tem de ser graphic novel. Incomoda-me não o fato de beber na fonte já conhecida (nada mais natural, já que se fala tanto em simbiose entre os meios), mas na necessidade de pedir benção. Nesse caso, do mundo livreiro. Se aceitar ser visto como subproduto do que já foi, bem-vindo ao clube.

Por outro lado… Há também os anarquistas do futuro. Pregam que tudo é novo, revolucionário. Só a ruptura total com o passado faz sentido no mundo atual.

Assim avançamos, presos a conceitos do passado.

Código aberto para a inovação

Ao invés do estereótipo do geek introvertido, um desenvolvedor curioso que investe na contribuição. Assim é a comunidade do código aberto, na qual a colaboração é essencial para a evolução dos projetos.

É o que prega o site Mashable. Além de investigar as características dos desenvolveres de código livre, o texto entrega também como ocorrem esses processos colaborativos.

De acordo com o Mashable, a dinâmica de desenvolvimento de software open source é profundamente social. Algumas das principais doutrinas de código aberto são a transparência, colaboração e meritocracia.

Mesmo os desenvolvedores que trabalham em pequenos projetos precisam contar com a ajuda de outras pessoas. Praticamente todas as novas ações de código aberto derivam de criações anteriores.

Hoje, há mais de 500 mil iniciativas de código aberto na internet. Engana-se quem pensa que os preceitos open source são adotados apenas em projetos de tecnologia. Hoje, essa ideologia pode ser vista na arte, na busca de soluções corporativas (inovação aberta) e na gestão de marcas (Pappagallis).

Creative Commons: flexibilize seus conceitos

O maior benefício está no ciclo de inovação. Os primeiros consumidores de um produto serão os mais intensos usuários. Ao ouvir um consumidor sobre como ele usa esse produto, você aprenderá muito mais rápido a se reinventar e se adaptar do que se ouvisse apenas sua equipe. O que aprendemos com as empresas que usam essa estratégia é que muitas vezes o especialista não trabalha para você. Na maior parte do tempo, a pessoa mais esperta usando o seu produto ou serviço é um dos seus consumidores. E começar essa relação desde cedo o ajudará a conseguir esse tipo de insight.

Lawrence Lessig, advogado e criador do Creative Commons, fala sobre as vantages da colaboração entre empresas e consumidores.

Creative Commons é uma proposta de flexibilização e não extinção do direito autoral. Ao invés do restritivo “All Rights Reserved” (Todos os direitos reservados), você define o modelo de cessão escolhendo em que situações sua obra pode ser usada por outros: comercialmente, se é possível fazer cópias e distribuir, se outras pessoas podem modificá-la (edição) etc.

A propriedade intelectual ainda é sua. Entretanto, ao invés da necessidade de autorização caso a caso, como ocorre no tradicional “copyright”, o autor já diz para o mundo como sua obra pode ser utilizada.

Isso cria novas formas de remunerar e espalhar a criação artística. Cobra-se de quem pode pagar, como empresas, e libera o uso gratuito para outros. Desde que divulgue a autoria.

Algumas pessoas podem dizer: “Ah, mas isso já está previsto nas leis”. Sim, pode ser. Mas o Creative Commons, por não estar vinculado a uma bandeira específica, se torna um selo global. Ou seja, cria-se uma linguagem mundial dos direitos autorais. Você não precisa ser jurista ou saber como funciona a lei em um país específico.

Apoio de grife? Quem são os bons defensores de causas sociais?

Tuítes de celebridades não bastam. De acordo com estudo realizado pelas empresas Zoetica Media e PayPal, elas não são as mais indicadas para conseguir doações.

Os melhores resultados não surgem do apoio esporádico, mas sim da participação duradoura. As pessoas admiram isso. Expô-las a porta-vozes engajados, comprometidos com a causa e que têm histórias pessoais para compartilhar, é o que motiva a participação do público.

Isso pode ser observado no site Six Degrees, de Kevin Bacon. Trata-se de uma rede de caridade que permite aos usuários doar diretamente para suas causas favoritas e verificar que instituições de caridade outras pessoas, incluindo celebridades, estão apoiando.

Um concurso lançado pelo site para premiar as instituições de caridade mais bem-sucedidas em levantar dinheiro revelou que, apesar da participação de celebridades, as pessoas mais eficientes para captar recursos são desconhecidas do grande público. São os apoiadores que estão vinculados a causas específicas, instituições de caridade etc.

É o caso de Ali Edwards, mãe de filho autista, que atraiu 2313 doadores. Ao todo, conseguiu $ 47.849 para a Autism Speaks. Para isso, ela compartilhou sua missão com seus leitores e postou atualizações constantemente em seu blog sobre scrapbooking.