Pirataria para vender

Acima, arte interna do DVD oficial do filme Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres (The Girl with the Dragon Tattoo, 2011).

Inusitada, a imagem, que emula um DVD gravado em casa, não é a primeira iniciativa do gênero. Há dez anos, a banda System of a Down lançou o disco Steal This Album! O provocativo título igualmente apontava a tônica visual do trabalho: toda a arte do disco, e não apenas a parte interna, adotava a “estética pirata”.

Steal This Album! trazia faixas que não entraram no álbum anterior, Toxicity. Boom!, um hino anti-gerra do Iraque, fez sucesso.

Girl Walk / All Day

Primeira parte de Girl Walk / All Day, conjunto de clipes para divulgar o novo álbum de mash-up do misturador Girl Talk (aka Gregg Gillis). O objetivo é ir além do vídeo musical tradicional, que normalmente abrange uma única faixa.

Por isso, essa saga de três dançarinos segue por 12 curtas, todos disponíveis online. Filmado em Nova York, o projeto foi financiado via Kickstarter. A obra, que ganhou uma bela descrição em formato linha do tempo, deve ser exibida como longa em espaços públicos.

Quadrinhos digitais

Há algum tempo, a Folha soltou uma matéria sobre como a indústria de quadrinhos está adotando, cada vez mais, a distribuição digital.

Mas como a mudança na forma como as hqs são feitas e comercializadas afeta a nona arte? Esse é mais um cenário para puristas e os novidadeiros defendem com afinco suas posições.

O LA Times explorou esse tema. Há quem defenda que o acréscimo de efeitos de animação e som ameaçam a estética das hqs, além de colocar em risco a sobrevivência das lojas de quadrinhos. Outros dizem os meios digitais colaboram trazendo novos leitores, além de propiciar inovações narrativas.

Alheios a essa disputa, muitos utilizam a web também para criar comics. O Pixton é só um dos recursos disponíveis (vídeo explicativo abaixo). Já os desenhistas pouco talentosos podem optar pelo MakeBeliefsComix.com.

Mas se você prefere a versão em papel, aqui vão algumas dicas para conservar sua coleção.

Aplicação de jogos corporativos

[…] É possível extrair ingredientes muito interessantes dos jogos que podem ser identificados em certos comportamentos no ambiente de trabalho. As evidências que temos é que eles deixam as pessoas mais engajadas. Muitas das tarefas que as pessoas realizam hoje são pesadas e repetitivas. Por isso, é difícil para elas enxergarem um propósito maior naquilo que estão fazendo. Os jogos incentivam a produtividade, no sentido de que neles as pessoas sabem exatamente de que forma estão contribuindo para o todo, para a realização de um objetivo maior.
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No jogo você tenta, tenta e tenta de novo. Uma característica dos videogames difícil de se conseguir no mundo corporativo é que neles você tem um feedback instantâneo e permanente. No trabalho, o retorno sobre o que você faz pode aparecer só no fim do trimestre, do semestre ou do ano.
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No jogo, é possível saber claramente qual é a minha responsabilidade e a minha participação no sucesso do todo. Sei exatamente o que eu fiz para que as coisas funcionassem e sou reconhecido por isso. Sinto-me, dessa maneira, parte da história. Isso é algo extremamente valioso e que as organizações deveriam usar em seu favor.

Byron Reeves, codiretor do H-Star Institute (Human Sciences and Technologies Advanced Research), no Valor.