Audiovisual: novas formas de financiamento, produção e distribuição

Acima, um guia de crowdfunding para financiamento de filmes.

Essa é apenas uma das abordagens plurais que podem ajudar o processo criativo. Cada vez mais, cineastas iniciantes ou independentes formam coletivos (infográfico no final do post). Há rodízio criativo na equipe. Num momento, um técnico atua como diretor de fotografia. Noutro filme, assume a direção.

A  distribuição, outro gargalo do cinema nacional, também busca novos rumos. O Circuito Fora do Eixo, que reúne 70 coletivos espalhados pelo Brasil, tem como meta fazer a nova produção circular.

O curta-metragem pernambucano Do Morro?, de Mykaela Plotkin e Rafael Montenegro, é um exemplo de filme que busca alternativas para chegar ao público. A obra investiga a ascensão do cantor popular João do Morro.

Veja também
Crowdsourcing pode mudar forma de consumo, produção…
Livros gratuitos: parece fácil distribuí-los, mas não é
YouTube, uma alternativa para artistas independentes e selos menores

Les Inrocks, 25 anos de cultura pop

A publicação francesa de cultura pop Les Inrockuptibles (mais conhecida como Les Inrocks) está completando 25 anos. Para marcar a data, lançou um belo blog comemorativo. Nele, é possível conferir várias entrevistas históricas: Radiohead (2000), Jean-Luc Godard (1998) e Bret Easton Ellis (1989).

(Curiosamente, 25 anos depois, Bret Easton Ellis revisitou, em Suítes Imperiais, seus jovens personagens yuppies do aclamado Abaixo de Zero. A sequência, lançada em 2010, ganha edição nacional agora)

Outra boa pedida é conferir o arquivo de imagens da Les Inrocks. Abaixo, você confere algumas das melhores fotos da publicação. Se não é próximo da língua francesa, pode conferir a edição local editada na Argentina (los inrocks). Já é um começo.

Beth Ditto + Alisson Mosshart

Catherine Deneuve

Bjork

Asia Argento

Michel Houellebecq

Nirvana

PJ Harvey

Wong Kar-Wai

Como aprender programação

A internet oferece vários tutoriais para isso. Entretanto, buscar a esmo por conteúdo online pode ser infrutífero: muito do material é voltado para profissionais já atuantes.

Por isso, é um alento encontrar o Codecademy. Nesse site gratuito, é possível ter contato com a linguagem de programação. São oito lições básicas sobre códigos, que possibilitam os primeiros passos como desenvolvedor.

Aprendeu a lição? Pode seguir para o próximo nível e acessar quatro aulas específicas sobre JavaScript.

Quer mais? Se é comunicador e quer aprender programação, esse post foi feito para você.

Se tomar gosto pela coisa, pode seguir para o jornalismo de dados (data journalism). Nesse link, você confere muitos tutorias sobre o assunto. Entre eles, o guia elaborado pelo jornal The Guardian.

dica via lifehack

As trapalhadas de Flapjack

Recentemente, o Facebook foi invadido por avatares de desenho animado. Divertido. Brasileiros mostraram sua paixão por animações que marcaram sua infância.

Para além da nostalgia, o vigor criativo dos desenhos animados é alardeado por todas as idades. Embora os longas ganhem destaque (Pixar!), a tv também exibe ótimas séries de animação.

Entre elas, As Trapalhadas de Flapjack reina absoluto. O desenho conta a história de um garoto criado por Bolha, uma baleia falante. A turma é completa por Capitão Falange, um pirata que atua como mentor de Flapjack. Juntos, perseguem a Ilha Açúcar, onde tudo é feito de doces.

(Visite também o blog Playground, um site no jardim da infância. Passa lá.)

Enquanto não alcançam esse destino, vivem no cais Porto Tempestade. Por lá também mora Luís Hortelã, o dono do bar que fornece os doces do local. Sua predileção por guloseimas também guiou sua escolha amorosa: Luís vive com a Esposa Doce (abaixo), uma mulher feita de diversos tipos de doces. Há também Doutor Barbeiro, que atua como médico e cabeleireiro.

Esses não são os únicos tipos excêntricos. A cada episódio surgem figuras como o homem mais bonito do mundo, o homem com voz de garotinha, o misterioso vendedor de pentes, um esquisito senhor com cara de criança… Não raro, são realizados concursos curiosos por lá, como o que elegeu o homem mais preguiçoso do mundo e a melhor barba.

Afora o nonsense, um enredo como esse viraria, no cinema, um dramalhão sobre uma família disfuncional.

Na tela pequena, o cenário é bastante distinto. Para mim, é melhor que muita sitcom atual. O que nos leva a outro ponto: é para criança? Ora, muitos adultos ainda confundem animação com gênero voltado exclusivamente para menores. Na verdade, é uma técnica para contar qualquer tipo de história.

Entretanto, a dúvida persiste: e Flapjack, a quem se destina? Para muitos, o universo infantil e o mundo adulto são ambientes diferentes, antagônicos até. Há uma idealização da infância, como se tudo ali fosse puro. E, evidentemente, não se trata de um grupo homogêneo. Classe social e orientação religiosa são apenas alguns aspectos que influenciam o comportamento dos pequenos.

Para piorar, adultos carrancudos pintam com tintas cinzas o que vem a seguir: se não se comportar, vai tomar remédio. Se não escovar os dentes, vai ter de encarar o dentista. Pais impotentes ameaçam crianças com mal comportamento em público apontando que um senhor mal leva quem bagunça.

Com intenção de “proteger” as crianças, os adultos criam um sentimento de temor em relação à maioridade. Como se os mais novos não tivessem de lidar com sentimentos de perda, com a competitividade entre eles… Com isso, aprisionamos na infância valores que deveriam nos acompanhar, como a curiosidade, o não preconceito com o novo

Flapjack avança em não tratar a infância como um ambiente puro. Sim, Flapjack é inocente, não vê maldade nas pessoas. Os males do mundo não são percebidos por ele, mas estão presentes. Capitão Falange já se aproveitou da inocência do garoto. Sally Xarope, a paixão de Flapjack, fez pouco do nobre sentimento.

É uma postura mais correta indicar como se portar em situações adversas do que simplesmente negá-las. Como você pode permanecer o mesmo, apesar da mudança do cenário. É ser verdadeiro com os menores. Claro, fazendo adaptações no discurso. Ao invés de dizer “você não pode fazer isso”, que tal optar por “não é possível agora, mas quando for maior, isso estará ao seu alcance”. Ao invés do discurso do medo, transparência. Isso cria laços mais fortes e duradouros.

Se por um lado o programa aponta que o ‪maior tesouro de todos‬ é a amizade, noutros a paixão surge como o pior problema de um marujo‬.

O conteúdo que cada criança deve receber é uma decisão dos pais. Entretanto, dia desses assisti Flapjack com meus sobrinhos, um com seis anos e outro pré-adolescente. Foi ótimo encher a sala com timbres diferentes de riso. Cada um curtiu, à sua maneira.

Acho que os pais, ao invés de largarem os pequenos na frente da tv (e, consequentemente, enchê-los de desejos consumistas), fariam melhor em levar uma vida onde a força do exemplo fosse mais importante que apontar apenas com palavras os caminhos que se deve seguir. Ao invés de “faça sua lição”, crie um ambiente no qual seja comum seu filho lhe ver lendo.

Falando em aprendizado. Se os desenhos animados são usados com fins didáticos, não aprendi a lição. Não fui sincero. Apesar de falar como se o desenho ainda estivesse em produção, Flapjack foi cancelado no ano passado, após três temporadas.

46 episódios depois, o programa se despediu procurando novas aventuras. Se fosse você, daria uma chance ao programa, que é reprisado no Cartoon Network. Muitos episódios foram parar na internet.

No derradeiro episódio (acima), o criador Thurop Van Orman interpreta Capitão Falange. Seu filho aparece como Flapjack.

Instagr.am: lookbook

A Camiseteria, loja virtual no qual o cliente elege as melhores estampas, é um bom exemplo de uso corporativo do Instagr.am.

Junto com ela, outras empresas também usam o aplicativo mobile de publicação de fotos com filtros. A Threadless, outra iniciativa de e-commerce aliada a crowdsourcing, também está por lá.

Por isso, vale a pena conferir o ranking do Socialfresh. O blog fez uma lista das melhores práticas de uso do Intagr.am no mundo dos corporativo. Além disso, entrega os melhores perfis de empresas que atuam no setor da moda, notícias, design…

Liquid Television online

A MTV liberou online o conteúdo do Liquid Television, segmento de animações e curtas com marionetes que o canal apresentava nos anos 1990.

O programa deu visibilidade a muitos artistas independentes, que desenvolviam ideias especialmente para o show.

Também foram adaptadas criações da RAW, compilação de quadrinhos alternativos editada por Art Spiegelman (Maus).

Coisas maravilhosas foram parar na Liquid Television: Æon Flux, Cartoon Sushi, The Head, Beavis e Butt-Head… É difícil ver um programa tão anárquico, cheio de experimentações, na tv.

Há muito, foi lançada uma coletânea em VHS com o melhor do programa: Wet Shorts (The Best of Liquid Television). Claro, estava fora do catálogo. Agora, consegue-se fácil. É só apontar o navegador para o site: liquidtelevision.com.

Get More: MTV Shows

daqui

The Guardian passa a revelar pautas que estão sendo trabalhadas; jornal também apresentou sua versão para iPad

O Guardian começou um experimento no qual revela as matérias que estão sendo apuradas, bem como o jornalista responsável. Esperam, com isso, receber suporte dos leitores.

O público é encorajado a entrar em contato com repórteres e editores através do Twitter usando a hashtag #opennews. O e-mail (newseditor@guardian.co.uk) surge como opção reservada. Nem tudo é revelado. Os editores selecionam cuidadosamente quais pautas compartilham.

Guardian no iPad

O objetivo é reinventar o jornal em sua versão para tablets. O leitor não encontrará por lá atualizações constantes. O site do Guardian continua sendo o ambiente para divulgar hard news. Ainda não há data de lançamento.

Ctrl+Alt+Compete, um documentário sobre empreendedorismo digital

Acima, trailer de ‪Ctrl+Alt+Compete‬, documentário produzido pela Microsoft sobre cinco startups (empresa iniciante focada em inovação).

No peril do filme no YouTube, dá para conferir mais alguns vídeos. Como esse depoimento de ‪Tim O’Reilly‬, que mantém uma editora especializada em tecnologia (O’Reilly Media).

Outro destaque é a participação de Simon Sinek‬. Ele é autor do livro Start With Why e criador do modelo The Golden Circle (O Círculo de Ouro), que codifica o que torna as pessoas mais inspiradoras e quais os alicerces de organizações bem sucedidas.

Simon Sinek: palestra na TED

daqui