A revolução dos video games

Vídeo da PBS. Faz parte do projeto Off Book. Abaixo, você confere a edição do MOD MTV sobre games independentes.

Recentemente, a Folha perguntou: game é arte?

O curioso é que os critérios que geralmente são usados para esse tipo de avaliação são características de manifestações já existentes. Ou seja, para ser legitimado como arte, é necessário obedecer preceitos antigos, o que limita a ascenção de novas propostas. O que caracteriza o que é único numa arte, vira limitação noutro cenário. O contexto é diferente, as regras são as mesmas.

É o mesmo filme de sempre. O cinema também foi recebido como manifestação menor. Agora, ele serve de critério para julgar de forma preconceituosa a obra televisiva.

História em quadrinhos não basta, não é sério o suficiente. Para alçar voos maiores, tem de ser graphic novel. Incomoda-me não o fato de beber na fonte já conhecida (nada mais natural, já que se fala tanto em simbiose entre os meios), mas na necessidade de pedir benção. Nesse caso, do mundo livreiro. Se aceitar ser visto como subproduto do que já foi, bem-vindo ao clube.

Por outro lado… Há também os anarquistas do futuro. Pregam que tudo é novo, revolucionário. Só a ruptura total com o passado faz sentido no mundo atual.

Assim avançamos, presos a conceitos do passado.

Novidades do Xbox 360: sensor de movimentos e integração com mídias sociais

O trailer de Beatles: Rock Band é apenas uma das novidades da feira mais badalada dos jogos eletrônicos, a E3. Hoje, o destaque foi o videogame Xbox 360.

O console da Microsoft investirá em parcerias com redes sociais (Last.fm, Facebook e Twitter.) e no Project Natal (assista vídeo). Com ele, a MS quer revolucionar a forma de se jogar videogame: os comandos podem ser feitos através de gestos e voz. O sensor de movimentos do console terá câmera e microfone.

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“Project Natal” tem esse nome em homenagem ao Brasil

Daqui a cinco anos, os meios de comunicação não utilizarão mais suporte físico


O estrategista de marketing Steve Rubel faz uma previsão ousada na sua coluna publicada na Advertising Age. Aposta que até janeiro de 2014 quase todos os tipos de suportes materiais vão estar em acentuado declínio ou completamente extintos nos EUA: jornais, revistas, livros, DVDs, softwares e jogos de videogame embalados.

Para defender sua tese, enumera algumas notícias recentes:

* Devido ao sucesso do leitor de livros digitais Amazon Kindle, a Random House, maior editora norte-americana, está disponibilizando 15.000 livros em formato digital;
* A Microsoft tornou possível que seu videogame, o XBox 360, receba jogos via download, não necessitando de um DVD para rodar. Além disso, lançou uma loja on-line para vender software que podem ser baixados;
* A Apple está vendendo um número recorde de jogos via download para iPhoneiPod Touch. Isso atrai os editores de games, porque a falta de meios físicos aumenta os lucros;
* A Netflix, empresa de aluguel de DVD on-line, está disponibilizando parte do seu catálogo na internet.

Segundo Rubel, estamos nos transformando numa sociedade que consome mídia totalmente em formato digital. Existem três fatores para isso:

* Crescente consciência verde – as pessoas querem viver respeitando mais o meio-ambiente;
* Venda de smartphones: Telefones com diversos recursos -entre eles, multimídia- cada mais rápidos, baratos e fáceis de se utilizar.
* Dinâmica demográfica – em 2010,  os millennials — também chamados de geração Y; jovens nascidos entre 1977-1995 que utilizam bastante a tecnologia, gadgets etc. –  serão a maioria.

No mundo, ele acredita que a tendência demorará mais. Entretanto, nos EUA, o ritmo cresceu muito nos últimos meses. Ele termina com uma pergunta: O que isso significa para a publicidade e os meios de comunicação?